Data de publicação: 23/10/2026

Sintrivest celebra redução da jornada e defende voto em quem garante direitos aos trabalhadores

Sintrivest celebra redução da jornada e defende voto em quem garante direitos aos trabalhadores

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Sintrivest celebra redução da jornada e defende voto em quem garante direitos aos trabalhadores
Presidente do Sintrivest destaca o impacto da conquista na vida dos trabalhadores e trabalhadoras e compara decisões de diferentes governos

A redução da jornada sem redução salarial atende uma das reivindicações que a presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Bordados, Couro, Calçados e Similares de Brusque, Guabiruba e Botuverá (Sintrivest), Marli Leandro, mais ouviu nas empresas. Ao celebrar a conquista em vídeo dirigido à categoria, ela chama os trabalhadores e trabalhadoras a comparar as decisões dos governos e considerar esse histórico na escolha do próximo presidente da República, neste domingo, 25 de outubro.

“Eu posso afirmar que este era um dos principais pedidos quando eu chegava em alguma empresa, quando a gente fazia alguma reunião, quando a gente ia fazer algum acordo”, relata.

Marli conta que as mulheres pediam folga aos sábados e jornadas menores nos demais dias, sem a necessidade de estender o expediente para compensar o sábado. Segundo ela, há trabalhadoras que saem de casa às três ou quatro horas da manhã e retornam às três ou quatro da tarde, em uma rotina que ainda inclui as responsabilidades com a casa e a família.

“E isso, principalmente para nossa categoria, para as mulheres que têm a dupla, a tripla jornada de trabalho, vai significar um avanço na vida, na qualidade de vida das mulheres”, afirma.

Uma conquista após décadas de mobilização
A presidente considera histórica a aprovação da PEC do fim da escala 6x1 pelo Senado, em 14 de outubro. Ela lembra que a Constituição de 1988 reduziu a jornada máxima semanal de 48 para 44 horas e que a luta pelas 40 horas continuou desde então. São 38 anos de reivindicações do movimento sindical e de mobilização dos trabalhadores.

“Significa mais qualidade de vida, significa mais tempo de lazer, mais tempo para cuidar de si, mais tempo para estudar, mais tempo para se aperfeiçoar”, destaca.

Promulgada pelo Congresso Nacional em 16 de outubro, a Emenda Constitucional 141 prevê a redução gradual da jornada, sem redução salarial, e dois dias de repouso semanal remunerado. A transição estabelece o limite de 42 horas semanais dois meses após a publicação e de 40 horas um ano depois dessa primeira etapa. A mudança também alcança quem já distribui as 44 horas ao longo de cinco dias para compensar o sábado.

O que cada governo aprovou
Ao relacionar a conquista à eleição presidencial, Marli pede que a categoria observe em quais governos foram aprovadas medidas que afetaram os direitos trabalhistas, a aposentadoria e a renda das famílias.

Ela cita a reforma trabalhista e a lei da terceirização, aprovadas em 2017, no governo Michel Temer, como retrocessos para a classe trabalhadora. Na avaliação da dirigente, as mudanças na CLT e nas relações de contratação enfraqueceram a proteção de quem trabalha.

Marli também critica a Lei da Liberdade Econômica e a Reforma da Previdência, ambas de 2019, no governo Jair Bolsonaro. Sobre a Previdência, manifesta preocupação com as dificuldades que as novas gerações terão para se aposentar.

Entre as medidas que avalia como avanços, a presidente destaca a ampliação da isenção do Imposto de Renda no governo Lula. Aprovada em 2025 e em vigor desde janeiro de 2026, a mudança zera o imposto para rendimentos tributáveis mensais de até R$ 5 mil e concede redução parcial para valores entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350.

Ela também cita a alíquota zero dos novos tributos sobre os alimentos que integram a Cesta Básica Nacional, prevista na regulamentação da reforma tributária, sancionada em 2025. Para Marli, a medida representa um avanço na proteção do orçamento das famílias. A aplicação acompanha a transição para o novo sistema tributário.

A comparação, afirma a dirigente, deve ajudar os eleitores a reconhecer quais projetos políticos priorizam a classe trabalhadora e a população que mais precisa de políticas públicas.

“Por isso, no dia 25, reflita, pense, vote consciente, vote em quem vai defender, vai continuar defendendo e vai continuar aprovando e apresentando projetos que vão em benefício de você, da sua família e principalmente de todos”, conclui Marli.

Assista o vídeo aqui https://www.instagram.com/reel...